SEJAM BEM-VINDOS!
Foram muitos os debates nos círculos acadêmicos neste ano em que comemoramos dois séculos do primeiro jornal brasileiro. No entanto, faltava analisar esta história a partir da perspectiva do Nordeste, uma vez que o marco comemorativo dos 200 anos é um jornal carioca, impresso em Londres, que ganhou as ruas do Rio de Janeiro em setembro de 1808.
Buscamos reunir, no simpósio que ora apresentamos, pesquisadores que contam histórias de jornais e jornalistas que não viraram “marcos comemorativos”, mas justamente por isso merecem sair dos arquivos e ganhar o palco para serem conhecidos e discutidos, assim instigando a curiosidade de novos pesquisadores.
Os estudos sobre a mídia do Nordeste nos ensinam muito mais do que sobre os próprios fazeres jornalísticos: eles nos levam a descortinar como se deram, em distintos momentos, os embates e acordos entre Estado e Imprensa; como o rádio e a televisão, em seus primeiros tempos, modificaram o cotidiano das cidades; que características a publicidade assumiu na região; como, através do cinema, se construiu a própria idéia de Nordeste.
Nestes e em muitos outros sentidos, há muito em comum entre a imprensa nordestina e a que se desenvolveu (e se estudou) no Sudeste do País. Por isso, estarão presentes, em cada uma das mesas, respeitados pesquisadores da História da Mídia nacional, capazes de fornecer interpretações e contextos nos quais se possa melhor compreender o nosso próprio desenvolvimento.
Fechando o simpósio, a presença do Dr. Peter Burke, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Em sua palestra sobre “O Jornalismo na História”, com certeza teremos inspirações preciosas para a reflexão sobre os campos da comunicação e da história. Temos a certeza de que sairemos destes três dias de debates e palestras ainda mais entusiasmados pelas possibilidades de pesquisa em História da Mídia no Nordeste.
Ana Quezado, Elisabete Jaguaribe e Geísa Mattos
Organizadoras do Simpósio 200 Anos de História da Mídia do Nordeste